Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Casa em Luso foi literalmente saqueada… mas autoridade considera não vale a pena investigar

Casa em Luso foi literalmente saqueada… mas autoridade considera não vale a pena investigar

Região

Casa em Luso foi literalmente saqueada… mas autoridade considera não vale a pena investigar

A noticia de mais um assalto em sua casa, em Luso, obrigaram Manuel e a esposa a regressarem rapidamente de […]

A noticia de mais um assalto em sua casa, em Luso, obrigaram Manuel e a esposa a regressarem rapidamente de França, apesar de uma hospitalização recente aconselhar o contrário. A habitação, uma moradia à saída da vila termal, na estrada que liga o centro à zona Desportiva, havia sido assaltada pela terceira vez em pouco mais de um ano… e desta vez mais do que roubada havia sido completamente vandalizada, ficando para trás um cenário dantesco.

Manuel – que toda a vida trabalhou para dar algum conforto à sua família e que, emigrado, decidiu fazer em Luso a casa dos seus sonhos – já não consegue dizer o que é que foi levado no primeiro assalto. Recorda que no segundo ataque lhe levaram o frigorifico e o fogão da cozinha e todas as maçanetas e espelhos, todos em latão, das portas interiores. No entanto, telefonema nenhum o prepararia para o que encontrara depois do mais recente assalto.

Em dia que não será possível precisar, mas na segunda metade do mês de março, alguém – seguramente mais do que uma pessoa – entrou na casa de Manuel, pela retaguarda – com recurso a uma janela e a um vidro partido (ver foto) – e perpetrou o assalto. A minucia do trabalho levou a que tivessem sido partidas todas as tomadas eletricas e quadros, bem como caixas de junção (ver foto), e retirados todos os fios eletricos que estavam nas paredes para a rede eletrica da casa. Roubaram, ainda, as torneiras e e todos os objectos metálicos que encontraram durante o saque – inclusivamente tachos, panelas, o cilindro do aquecimento da água e uma máquina de café -.

O saque foi tal que os ladrões subiram ao sotão, arredaram telhas para chegar ao telhado e fizeram cair (sobre a frente da casa) o painel fotovoltaico que assegurava o aquecimento da casa. O painel, de grande dimensões, acabou de ser desmantelado – juntamente com o cilindro – na parte traseira da moradia, ficando para trás os componentes plásticos e a estrutura do painel (ver foto).

O alerta foi dado por um familiar de Manuel que se desloca à casa periodicamente. Antes mesmo de pedir aos donos da casa que viessem de urgência a Luso, o familiar deslocou-se ao quartel da GNR da Mealhada para fazer a queixa. A queixa foi recebida, mas os policiais entenderam que não valeria a pena deslocarem-se à habitação, dado que dificilmente se encontraria alguma coisa que pudesse fazer encontrar os responsáveis.

Pontas de cigarro apagadas nas paredes, com beatas deixadas no chão, cadeiras colocadas de modo a ser possível subir às caixas de junção – e possivelmente manipuladas com as mãos – não terão – na opinião dos policias – interesse para uma eventual investigação. A revolta de Manuel e da esposa cresce perante a impotência de não se investigar quem fez o saque. A indignação é total da parte de todos os que, como nós, entraram na casa e viram o que lá foi feito.

Manuel sabe que não voltará tão cedo a investir na casa dos seus sonhos. Regressa a França com a ideia de que se pudesse vender o fruto do seu trabalho de décadas na diáspora o faria… houvesse quem o quisesse.

Nuno Castela Canilho

Autor: Jornal da Mealhada

Find A Doctor

Give us a call or fill in the form below and we will contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.