Lombas e redução da iluminação pública, do concelho da Mealhada, na ordem do dia
A Câmara Municipal da Mealhada mandou construir mais um conjunto de passadeiras elevadas vulgarmente chamadas de lombas em várias artérias […]
A Câmara Municipal da Mealhada mandou construir mais um conjunto de passadeiras elevadas vulgarmente chamadas de lombas em várias artérias do concelho da Mealhada. Se por um lado os protestos se avolumam, nomeadamente em sede de reuniões de assembleias de freguesia e Assembleia Municipal, com as pessoas a queixarem-se dos estragos, da má localização das referidas passadeiras e de outros efeitos provocados, a verdade é que José Calhoa, vereador das obras municipais da autarquia garante que apenas 35 por cento do total de pedidos de lombas da parte de munícipes e juntas de freguesia foi satisfeito. Alguma indignação está a ser motivada, também, pela medida de redução da iluminação pública nas ruas das localidades. José Rosa, presidente da Junta de Freguesia da Vacariça, na reunião da Assembleia de Freguesia de 16 de dezembro, chegou mesmo a dizer que só pode tratar-se de uma avaria eletrica, garantindo não compreender os critérios utilizados na escolha das lâmpadas a apagar.
O Jornal da Mealhada questionou a Câmara Municipal da Mealhada sobre quantas passadeiras foram construídas nas últimas semanas no concelho da Mealhada, e a resposta de José Calhoa foi simples: Foi dada resposta a várias solicitações de munícipes e Juntas de Freguesia. Os objetivos da instalação das passadeiras elevadas foi garantir maior segurança para peões e a redução de velocidade dos veículos. O vereador garante que a escolha dos locais para instalação das lombas foi feita em comunhão de opiniões e a opinião dos presidentes das juntas de freguesia foi levada em conta. Levada em conta foi, também a solicitação dos munícipes, ao que José Calhoa acrescenta que foram contemplados cerca de 35 por cento dos pedidos.
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Intermitências na iluminária pública
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A informação foi confirmada na reunião da Assembleia Municipal de 16 de Dezembro de 2011: A Câmara Municipal da Mealhada está a proceder à inutilização de lâmpadas da iluminação pública nas localidades do concelho. No sentido de procurar saber mais informações a este respeito, o Jornal da Mealhada colocou à Câmara Municipal da Mealhada algumas perguntas que foram respondidas pelo vereador José Calhoa Morais, responsável pelas obras municipais.
Calhoa assevera que a medida prevê chegar a uma poupança em cerca de 25 por cento nos custos de energia cobrados pela EDP à Câmara Municipal da Mealhada para iluminação pública com IVA a 23 por cento. E esse terá sido o principal objetivo da medida, informa o vereador.
De forma simples o vereador, ao Jornal da Mealhada, confirma que foi aplicado o método de apagar lâmpada-sim-lâmpada-não e que foi levada em conta situações da iluminação de cruzamentos e entroncamentos, de zonas habitadas e não habitadas, de perímetros urbanos e artérias de acesso a espaços agrícolas e florestais. Estando, ainda, assegurados princípios de segurança de pessoas e bens.
À pergunta: Os presidentes das juntas de freguesia foram informados, antecipadamente, destas medidas?, José Calhoa respondeu Sim. E se foi suscitada ou levada em conta a opinião ou parecer dos presidentes das juntas de freguesia quanto à definição dos locais a apagar, o vereador respondeu: Por um lado sim, por outro não.
Autor: Jornal da Mealhada
