Mata do Bussaco demorará meio ano a
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS) Depois de, no passado dia 19 de janeiro, a Mata Nacional do Bussaco ter sido alvo […]
(COM GALERIA DE FOTOGRAFIAS)
Depois de, no passado dia 19 de janeiro, a Mata Nacional do Bussaco ter sido alvo do mau tempo, com centenas de árvores centenárias derrubadas e milhares de euros de prejuízo, os funcionários, colaboradores e amigos meteram mãos de obra e, numa semana, conseguiram desobstruir as principais vias de acesso aos locais mais procurados. Agora começam já a delinear novos projetos.
Logo na segunda-feira, seguida ao fim de semana trágico, começámos em trabalhos de limpeza com funcionários da Fundação, todos sem exceção até administrativos, e tivemos o apoio de equipamentos pesados da Câmara da Mealhada. Nesse dia conseguiu-se limpeza à volta do Palace, no acesso entre a Rainha e o Palace, declarou, ao Jornal da Mealhada, António Jorge Franco, presidente da Fundação Mata do Bussaco, que acrescentou: A Mata nesse dia ficou limitada aos principais acessos e estivemos sem luz.
Com os funcionários todos a trabalhar na rua para que se possa receber turistas o mais rapidamente possível, o presidente da Fundação Bussaco esteve sempre em contacto com o Secretário das Florestas e na terça feira os colaboradores com ajuda de equipas de sapadores conseguiram desobstruir os caminhos principais.
Neste momento, temos o apoio da Mota-Engil, com um camião grua; da Silvapor, que disponibilizou uma equipa de dez homens motoserristas; e de alguns voluntários que colaboraram nas limpezas. Tivemos ajuda de vários particulares em gasolina e gasóleo e também contribuições financeiras, enumerou António Jorge Franco, que acrescentou: Tem havido várias instituições que se têm disponibilizado para virem cá, mas enquanto representar perigo ainda não nos é possível aceitar isso.
Estou aguardar agora que venham cá equipas técnicas da Direção Regional de Cultura para fazer levantamento do património, acrescentou o presidente da Fundação Bussaco, que ainda agradeceu a todos que têm sido incansáveis no trabalho desenvolvido; ao PS e PSD que foram sensíveis ao colocar na agenda a Mata Nacional do Bussaco; e aos técnicos da Universidade de Porto, do ISLA e da Universidade de Aveiro pelo levantamento que estão a fazer.
Quem vem aqui hoje até parece que não aconteceu nada, declarou ainda António Jorge Franco, que lamentou: Serão necessários milhares de euros para repor a Mata do Bussaco como ela era. E quanto tempo levará para que isso aconteça, perguntámos. Pretendemos que dentro de meio ano já se possa circular na Mata quase a cem por cento, respondeu António Jorge Franco.
Estamos a entrar dentro da normalidade. Já recebemos marcações de visitas de pessoas e para os espaços, acrescentou o presidente da Fundação, que garantiu: A Mata Nacional do Bussaco tem muito valor e é reconhecida!.
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Mónica Sofia Lopes
Autor: Jornal da Mealhada
