Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Mealhadenses aumentaram em 36,5% o apoio ao Banco Alimentar Contra a Fome

Mealhadenses aumentaram em 36,5% o apoio ao Banco Alimentar Contra a Fome

Região

Mealhadenses aumentaram em 36,5% o apoio ao Banco Alimentar Contra a Fome

“Solidariedade das pessoas é verdadeiramente extraordinária”, refere voluntário mealhadense Os mealhadenses contribuiram para o Banco Alimentar da Lutra Contra a […]

“Solidariedade das pessoas é verdadeiramente extraordinária”, refere voluntário mealhadense

Os mealhadenses contribuiram para o Banco Alimentar da Lutra Contra a Fome com mais uma tonelada do que na campanha de maio do ano passado, estabelecendo um novo recorde da angariação de alimentos no concelho da Mealhada.

A campanha nacional do Banco Alimentar Contra a Fome voltou a realizar-se, no último fim-de-semana de maio, a 26 e 27, em todo o território nacional e, também, no concelho da Mealhada. Na cidade sede do concelho, nos hipermercados Intermarché e Lidl, foram recolhidos 3757 kg de alimentos, a maior angariação de todos os tempos em doze anos de recolha de alimentos no concelho da Mealhada.

“Foi verdadeiramente espetacular”, afirmou ao Jornal da Mealhada um dos voluntários mealhadenses, que acrescentou: “No sábado enchemos a carrinha de tal maneira que ficaram cerca de 500 quilos para o dia seguinte, por já não caberem na carrinha, que ia cheia até ao tejadilho”.

A recolha de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome realiza-se no concelho da Mealhada desde 1999. Até agora a melhor campanha havia acontecido em novembro de 2010 onde se angariou um valor absolutamente recorde de alimentos, três toneladas e meia e a trajetória de angariação de alimentos é de crescimento constante. Em novembro de 2009, foram recolhidos 2441 kg, em Maio de 2010 angariaram-se 2486 kg. Em novembro de 2010 fez-se a recolha recorde de 3581 kg, e em maio de 2011 angariaram-se 2753 kg. Na campanha anterior, em novembro de 2011, foram recolhidos 2985 kg. Desta vez, com 3757 kg, foi estabelecido um novo recorde com um aumento de 36,5% face a maio do ano passado e de 20,5% face a novembro de 2011.

“A solidariedade das pessoas é verdadeiramente extraordinária. Apesar das dificuldades generalizadas, a solidariedade continua a aumentar e as pessoas dão cada vez mais!”, declara o voluntário mealhadense, escuteiro, que preferiu não se identificar.

Os alimentos que no caso da Mealhada foram armazenados no Banco Alimentar de Aveiro vão ser distribuídos, já a partir desta semana, a mais de 2047 Instituições Particulares de Solidariedade Social, que os vão entregar a 329 mil pessoas com carências alimentares em todo o país.

Na campanha do passado fim-de-semana, na Mealhada, participaram elementos do Grupo de Ação Sociocaritativo da Mealhada, do Agrupamento de Escuteiros da Mealhada, da Juventude Operária Católica da Pampilhosa, da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, bem como voluntários vinculados a estas e a outras instituições.

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Bancos Alimentares Contra a Fome angariam 2644 toneladas de alimentos

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no passado fim-de-semana um total de 2644 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 1655 superfícies comerciais de todo o País.

Tanto as quantidades recolhidas como o número de voluntários envolvidos ultrapassaram todas as expectativas. Em termos de quantidades, os resultados excederam em 13,7% os atingidos no ano passado por esta altura do ano, pese embora a evidente contracção do rendimento disponível e do poder de compra dos portugueses. Já no tocante a voluntários, os cerca de 37 mil que responderam à chamada, constituiu um recorde absoluto, confirmando que esta iniciativa de voluntariado não tem, ao nível da dimensão, qualquer paralelo no nosso País.

Os portugueses e em particular a sociedade civil responderam, assim, de forma positiva ao desafio que o lema desta campanha lhes lançou, provando que “maior do que a crise que nos bate à porta, é a solidariedade dos portugueses.

As quantidades de géneros recolhidos e o número extraordinário de voluntários envolvidos mostram que as pessoas responderam ao apelo e quiseram demonstrar que, apesar da profunda crise económica que afecta tantas famílias portuguesas, não se conformam com a situação e estão disponíveis para reagir e para ajudar a minorar as dificuldades. Os portugueses querem e podem, na medida das suas possibilidades e quando os projectos são claros e mobilizadores, contribuir de uma forma construtiva, coesa, cívica e solidária para a resolução dos problemas, afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

Voluntariado em acção

Mais de 37 mil voluntários disponibilizaram algum do seu tempo durante o fim-de-semana para participar na campanha de recolha. Tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, pesagem e separação dos produtos, foram integralmente asseguradas por voluntários, confirmando, assim, a adesão entusiástica ao projecto dos Bancos Alimentares Contra a Fome. Os géneros alimentares recolhidos serão distribuídos a partir da próxima semana a mais de 2.100 Instituições de Solidariedade Social, que os entregam a 337 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas.

Ao longo da próxima semana, até 3 de Junho, haverá ainda a possibilidade de contribuir para os Bancos Alimentares Contra a Fome online, no site www.alimentestaideia.net, a plataforma de recolha de alimentos na Internet. Prossegue também até 3 de Junho a Campanha Ajuda Vale, nas lojas Pingo Doce/Feira Nova, Dia/Minipreço, El Corte Ingles, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl e Modelo/Continente, onde serão disponibilizados, em suportes próprios, cupões-vale de produtos seleccionados (azeite, óleo, leite, salsichas, atum e esparguete).

Alguns dados relativos à actividade

A actividade dos Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem, diariamente, excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores. São assim recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição. Estes excedentes são recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar. Deste modo, para além de combaterem de forma eficaz as carências alimentares, os Bancos Alimentares Contra a Fome lutam contra uma lógica de desperdício e de consumismo, apanágio das sociedades actuais.

Recolha nacional, ajuda local

Os Bancos Alimentares Contra a Fome distribuem, ao longo de todo o ano, os géneros alimentares recorrendo a Instituições de Solidariedade Social por si seleccionadas e acompanhadas em permanência por voluntários dos Bancos. Estas realizam visitas domiciliárias e asseguram um acompanhamento muito próximo e individualizado de cada pessoa ou família necessitada, de forma a ser possível efectuar, em simultâneo, um verdadeiro trabalho de inclusão social.

Em 2011, os dezanove Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 30.252 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 42,352 milhões de euros), ou seja, um movimento médio de 121 toneladas por dia útil.

A actividade dos Bancos Alimentares norteia-se pelo princípio genérico da recolha local, ajuda local, aproximando os dadores dos beneficiários e permitindo uma proximidade entre quem dá e quem recebe. Possibilita o encontro entre voluntários e instituições beneficiárias, por um lado, e entre fornecedores da indústria agroalimentar, empresas de serviços, poderes públicos e o público em geral, em especial durante os fins-de-semana das campanhas de recolha, em que todos trabalham lado a lado por uma causa comum: a luta contra as carências alimentares e a fome.

Em 1991, foi aberto em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome e estão actualmente em actividade no território nacional 19 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha. Existem 247 Bancos Alimentares operacionais na Europa, que, em 2011, distribuíram produtos a cerca de 5 milhões de pessoas, através de 31.000 associações (www.eurofoodbank.org).

JM/BACF/Fotografias e video do trabalho de armazenamento dos bens recolhidos no Banco Alimentar de Aveiro

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Autor: Jornal da Mealhada

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