Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

Presidente da Câmara de Cantanhede reuniu  com administração do Hospital Arcebispo João Crisóstomo

Presidente da Câmara de Cantanhede reuniu com administração do Hospital Arcebispo João Crisóstomo

Região

Presidente da Câmara de Cantanhede reuniu com administração do Hospital Arcebispo João Crisóstomo

O presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, reuniu ontem, 17 de janeiro, com o Conselho de Administração do […]

O presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, reuniu ontem, 17 de janeiro, com o Conselho de Administração do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, com quem abordou aspetos relacionados com a anunciada transferência da gestão da unidade hospitalar para a União das Misericórdias Portuguesas, através da celebração de um contrato programa.

Acompanhado pela vice-presidente da autarquia, Helena Teodósio, João Moura reiterou a posição que assumira junto do presidente da ARS-Centro, na reunião de 15 de janeiro, com enfoque particular na necessidade de serem assegurados todos os postos de trabalho e de ficarem devidamente acauteladas condições que permitam ao Hospital de Cantanhede continuar a cumprir a sua missão, mantendo os serviços a funcionar com a qualidade que se lhe reconhece.

É que o facto de não serem ainda conhecidos os contornos do processo de transferência suscita alguma preocupação, particularmente no que diz respeito à situação profissional dos funcionários e ao modelo de financiamento. Quanto a este aspeto, o líder do executivo camarário cantanhedense defende que tem que ser mantido o estatuto de hospital distrital de âmbito sub-regional, por forma a preservar o carácter de serviço público a uma população de mais de 60 mil habitantes, uma vez que serve outros concelhos limítrofes. Por isso é crucial que o hospital preserve a capacidade de resposta em todas as suas atuais valências, bem como os direitos de quem assegura essa função determinante para a qualidade de vida dos cidadãos, nomeadamente quanto a estatuto, vínculos e carreiras, sem defraudar as suas legítimas expectativas profissionais.

Por outro lado, João Moura considera que o Hospital de Cantanhede é uma resposta de proximidade no campo da Saúde e, do ponto de vista dos serviços, deve continuar a funcionar nos termos definidos no protocolo celebrado entre a Câmara Municipal e o Ministério da Saúde em 24 de fevereiro de 2007, posição de resto já assumida publicamente pelo autarca e transmitida ao presidente da ARS-Centro.

O autarca insiste que os compromissos que o ministério assumiu perante a autarquia não podem esquecidos e lembra que acordou nesse âmbito o serviço de Assistência Médica não Programada (Consulta Aberta), o funcionamento de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida com profissionais de Saúde especializados, bem como a prestação de cuidados continuados de convalescença e paliativos. A cirurgia de ambulatório que o hospital assegura atualmente, e o alargamento, em articulação com o Centro de Saúde, das consultas de especialidade mais solicitadas, como neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, entre outras, são outras das valências que o Ministério da Saúde acordou com o presidente da Câmara de Cantanhede e que este quer que sejam mantidas.

A terminar a reunião, o autarca manifestou a sua intenção de continuar a defender intransigentemente os interesses dos munícipes relativamente às condições de acesso aos cuidados de saúde, diligenciando junto das entidades competentes para que qualquer alteração no modelo de gestão do hospital não venha a afetar a qualidade e capacidade de resposta dos serviços.

Autor: Jornal da Mealhada

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