PS: Franco (também) quer ser candidato a presidente da Câmara
Presidente da Fundação Bussaco tem o apoio de Cabral e dos vereadores e garantias para disputar as diretas internas para […]
Presidente da Fundação Bussaco tem o apoio de Cabral e dos vereadores e garantias para disputar as diretas internas para escolha do candidato socialista
António Jorge Franco, antigo vereador e actual presidente da Fundação Mata do Bussaco, também está disponível para ser candidato, em nome do Partido Socialista, à presidência da Câmara Municipal da Mealhada. Diz-se “também” porque Rui Marqueiro, actual líder dos socialistas e o vencedor do último embate eleitoral que colocou frente a frente Franco e Marqueiro, já havia anunciado disponíbilidade para disputar as diretas internas do PS.
Já desde a candidatura à concelhia, cujas eleições tiveram lugar a 1 de junho, que António Jorge Franco havia declarado ao repórter do Jornal da Mealhada que, mesmo em caso de derrota, os seus apoiantes apresentariam um candidato às diretas para escolha do candidato a presidente da Câmara. Depois do anuncio de Marqueiro, em 13 de julho, os apoiantes da lista B reuniram-se, num jantar, e entenderam ser António Jorge Franco o melhor preparado para ser o candidato a candidato a presidente da Câmara Municipal da Mealhada.
Entre estes apoios – assim nos garantiu o próprio Franco – está Carlos Cabral, atual presidente da Câmara, impedido de se candidatar, por ter completado três mandatos,xa0 e número dois de Marqueiro de 1989 a 1999. Também os vereadores municipais Filomena Pinheiro e José Calhoa Morais preferem Franco a Marqueiro.
“Senti uma onda de apoio da parte de militantes, simpatizantes e independentes que me deram força para que me candidatasse”, refere Franco que sublinha o apoio de seis dos sete presidentes de junta de freguesia, eleitos pelo Partido Socialista.
Quando perguntamos a António Jorge Franco que características o beneficiam face ao outro candidato, o candidato anunciado declara não se querer comparar com Rui Marqueiro. “Caberá a cada militante estabelecer esse tipo de comparações e fazer a escolha mais acertada, de acordo com os aspectos que mais valoriza”, responde António Jorge Franco, que, no entanto, destaca a sua experiência autárquica, a experiência de gestão e um conhecimento aprofundado do concelho da Mealhada para justificar a sua disponibilidade para, se os militantes do PS e os eleitores do concelho o quiserem, ser presidente da Câmara Municipal da Mealhada.
O processo dexa0 apresentação de candidatura às diretas internas no PS obedece a um conjunto de requesitos (ver caixa) que não se mostrarão facilitados para Franco, que em junho elegeu apenas sete dos 31 mandatos da comissão política concelhia da Mealhada do Partido Socialista. Mas o candidato declara: “Há três formas de o meu nome ser submetido às diretas. Seguramente através de uma delas isso acontecerá”, disse Franco, que acrescentou: “Deram-me garantias de que terei condições para disputar as diretas internas do PS. E sei que há gente na concelhia da Mealhada que acha importante haver duas candidaturas para que se possa escolher o melhor candidato a presidente da Câmara!”.
Os dados estão lançados, e as regras do PS querem os candidatos escolhidos até dezembro de 2012.
O que é preciso para se ser candidato?
São os militantes inscritos na respetiva concelhia – com pelo menos um ano de militância – que escolhem “o primeiro candidato ao município”. Assim o determina o artigo 78.º dos novos Estatutos do PS. Esta escolha é feita entre os candidatos que se apresentarem a sufrágio.
Mas de que forma pode alguém submeter-se a esta eleição?
Há três formas de isso ser feito. A candidatura pode ser proposta pelo secretariado nacional, pelo secretariado distrital ou pela Comissão Política Concelhia.
Partindo do principio de que Marqueiro e Franco não serão propostos nem pela distrital, nem pela nacional, que formalismo terão, então, que preencher para serem candidatos às diretas?
Trata-se de um procedimento cumulativo. Ou seja, para serem candidatos têm de ter a subscrição de “dez por cento dos militantes da concelhia com capacidade eleitoral”,xa0 e ainda de “um terço dos membros da Comissão Política Concelhia” e, também, de “dez por cento dos autarcas eleitos nas listas do PS”.
Ou seja, por exemplo, António Jorge Franco, que tem apenas sete mandatos na Comissão Política Concelhia e o apoio de Carlos Cabral, vai ter de arranjar assinaturas de pelo menos um terço dos 36 membros da Comissão política Concelhia (31 eleitos mais 5 inerências – a do presidente da CMM, do da AMM e da JS). Ou seja a assinatura de pelo menos mais quatro eleitos pela lista de Marqueiro, ou das inerências, para poder ser candidato a candidato.
JM
Autor: Jornal da Mealhada
